segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Amigo remedio



O poeta

Quem seria
O que séria do poeta sem a poesia
E a poesia sem a bohemia
 Verso de coca cola
Não obrigado
Prefiro a velha cocaína

E que encha o meu copo por que
Um filho meu irá nascer
É se chamará Jose
Nascerá para em se escrever

Lucas Mendes de Oliveira

Adeus

Nao sei se tudo posso
Ter a posse de tudo
Que eu cria crer
Em mentiras de domingo
Só para tentar me entender

E dizer que não é culpa do vinho
Que eu esteja aqui agora falando sozinho
De você

Então vê
Que nada pode mudar o que está feito
Ou adiar o que vai acabar

Lucas Mendes de Oliveira

Mortos Vivos


Mortos vivos

Eu nao nasci para ser feliz
Essa é a sina que fica estampada na cara
Pendurada entre as verrugas do meu nariz
Queria sim renascer, ou morrer
Mas coragem falta
Tudo é pouco
A água deve ser poça
O cigarro deve ser chato
O álcool deve ser  dosado
E assim aprendo que mesmo andando
Por dentro já estou morto

Lucas Mendes de Oliveira

Blue vida


Duas horas
Na matina, e me vê um Schott
Que já bebi o da cozinha
Ou um schot de tequila

Não importa o sabor
Então me diga
Pra quem não sabe se é noite ou dia
Só sobra outra bebida

Lucas Mendes de Oliveira

Bossa da sarjeta


Bossa da sarjeta

Sinto uma coceira leve, uma febre, grande dor
Minha mãe diz que é encosto o doutor diz que é amor

Mas como que eu faço se minha amada não me quer
Despido mas de mil flores só por essa mulher
E mesmo com todo esforço ela insiste no mau me quer

E agora eu não tenho mais razão
Pobre do meu coração
Que já de tão mau tratado
Encontra-se despedaçado
Se encontrar sozinho e embreagado, na sarjeta a cantar

Agora vou seguir os conselhos da escola
Não seja retardo queime o retrato e vá embora

Filho da puta

O homem olha e com uma boca cheia diz: filho da puta
entre dentes podres essa palavre esmurra
deus fraco que nao colocou paltebras nos ouvidos
agora devo eu sentilos entre meu cranio ecoar

viro e digo
Sou filho da puta sim
mas pelo menos tenho mae

Lucas mendes de Oliveira